Arquivo mensal: janeiro 2016

Das Hotel

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Durante a viagem acabei ficando, entre outros lugares, num hotel em Heidelberg. Procuramos pela internet e fizemos a reserva sem problema.

Mas esta postagem não tem nada a ver com propaganda do hotel, embora eu vá citar o seu nome mais pra frente.

O que me ocorreu nesse hotel é que percebi que não amo só o povo, a cultura, os pães e bolos alemães, mas também as janelas, portas e duchas também! Estranho ouvir isso, não?

Eu já tinha me esquecido como as janelas funcionam lá, as três maneiras de manejá-las (fechando-as totalmente com a maçaneta para baixo, abrindo-as totalmente colocando a maçaneta na horizontal, e abrindo-as parcialmente girando a maçaneta para cima), além do quê, elas são duplas e não deixam nem frio nem barulho entrarem!

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E as portas? Elas não se encaixam no batente como no Brasil. Veja na foto:

porta fora   porta dentro

Outra coisa: e os chuveiros? Tem coisa mais prática que você escolher a altura que quer/precisa pra tomar uma ducha? Ducha com altura regulável é tudo de bom!

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Algumas destas fotos foram tiradas no hotel em que me hospedei em Heidelberg:

https://hotelo-heidelberg.de/

 

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Mit dem Bus unterwegs

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Durante a viagem usei vários meios de transporte: carro, metrô, ônibus, bonde, trem. O que mais me chamou a atenção, entretanto, foi o fato de os trens terem se tornado tão caros! Nas pesquisas que realizei para os trajetos que me interessavam, o preço do trem era o triplo do preço do ônibus. Na minha  época de estudante na Alemanha, eu só andava de trem pra lá e pra cá. Muita coisa mudou com relação a isso …

Bom, como estava sitiada em Owingen e queria ir a cidades mais distantes como Heidelberg, Mannheim e München, optei por usar o ônibus de uma empresa chamada MEINFERNBUS.

Funciona assim: você entra no site deles, coloca o destino, horário, número de passagens, etc, efetua o pagamento (no meu caso, com cartão de crédito) e recebe um código que pode ser impresso para apresentação no embarque ou você pode apresentar o código para o motorista no seu celular mesmo. Ele tem um leitor no próprio celular que reconhece o seu e libera a sua viagem. Super prático.

Porém, preciso dizer que algumas cidades não possuem ainda a infra-estrutura necessária para a procura cada vez maior pelos ônibus. Das que eu visitei: em Heidelberg, por exemplo, os ônibus param em frente à Hauptbahnhof; em Tübingen há sim uma pequena rodoviária em frente à estação de trem, e em München, embora haja uma rodoviária separada da ferroviária, é ainda um pouco caótica (bem grande, com um fluxo enorme de ônibus de várias companhias para tudo que é lugar).

Para conhecer melhor a MEINFERNBUS, acesse:

http://www.meinfernbus.de

 

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ticket meinfernbus

 

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Die Burg Hohenzollern – im Keller

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Já visitei o Hohenzollern inúmeras vezes. Ouso até dizer que somos velhos conhecidos. É daqueles amigos que a gente vê a cada x anos, mas quando encontra, parece que foi ontem mesmo que se viu.

Desta vez quis fotografar o porão, um lugar que, na minha imaginação, é sempre cheio de mistérios, portanto um lugar onde acontecem/aconteciam as histórias mais interessantes.

Nas fotos abaixo, um corredor bem estreito e ao fundo uma apertada prisão. Imaginar uma pessoa presa num cubículo como esse, no inverno germânico …

Na segunda foto, vê-se uma sala pequena atrás das grades. As figuras são pintadas na parede para imitar a presença de cavaleiros e vassalos que ali se reuniam para comer, beber e conversar. Interessante que uma gravação fica rodando o tempo todo com imitações dos ruídos das reuniões, copos brindando, homens cantando, gargalhando, objetos se chocando etc, fazendo com que pareça que eles estejam lá mesmo!

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Die Reise im Winter

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Voltei. Será que voltei mesmo? A sensação é de estar um pouco lá, um pouco cá, ainda.

As boas lembranças deixam a gente leve, não? É como se eu estivesse levitando …

Fui no inverno. Se eu gosto de frio? Não, nem um pouco, nada mesmo. Aliás, até sofro demais com ele. Quem me conhece de perto sabe que é só começar a refrescar  o tempo que já me empacoto toda.

Mesmo assim, fiz questão de viajar para a Alemanha no inverno. Alguns motivos muito mais importantes do que rever a neve (ou tentar) me fizeram tomar essa decisão.

Quem já passou o inverno na Alemanha (eu passei 6 quando morei lá) conhece bem os pontos positivos e os negativos dessa estação do ano. As características que as pessoas mais comumente citam são as poucas horas de claridade no dia, poucos dias de sol, neblina, frio frio frio (de verdade) …

Ao mesmo tempo em que essas circunstâncias levam a sentimentos como tristeza, melancolia, solidão, rigidez, introversão, há um outro lado, maravilhoso na minha opinião: esse mesmo frio leva as pessoas a buscar aconchego, calor (também humano), cafés, chás, comidas mais consistentes …

Na verdade, era isso o que queria: sentir de novo esse contraste entre o frio gelado e os lugares quentinhos, a solidão das mesas e cadeiras nas calçadas e os restaurantes e cafés cheios de gente, o silêncio das ruas e o barulho (embora sempre discreto) das lojas e livrarias, a escuridão às 16h00 e a penumbra naqueles bares com a vela acesa na mesa …

Tudo isso, e mais, encontrei nesse pedacinho de inverno que passei lá. Como sempre (já tinha voltado ao país desde que saí de lá há 20 anos, mas sempre no verão) inúmeras recordações brincaram na minha cabeça em cada canto que visitei e re-visitei. E, o melhor de tudo, todas acompanhadas de uma sensação maravilhosa de ter valido muito a pena tudo que vivi e aprendi naqueles 6 anos, os amigos que fiz, as dificuldades que tive, os desafios que enfrentei …

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