Arquivo mensal: junho 2016

Das Kunstwerk

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Ein wunderschönes Kunstwerk von Christo …

Cristos Steg.jpg

 

http://diepresse.com/home/kultur/kunst/5023242/Christos-Floating-Piers_Uebers-Wasser-gehen?_vl_backlink=/home/kultur/kunst/4718130/index.do&direct=4718130&d&index=2#!index=1

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In der Sauna

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Ai ai ai … so ein heikles Thema … sauna na Alemanha … como sempre, tenho uma historinha pra contar.

Meu primeiro contato com a nudez germânica já contei aqui no post “Nackt!”. Mas houve outras ocasiões em que eu tive que me deparar com a naturalidade da nudez na Alemanha. Aliás, corrijo: eu tive que me deparar com todos aqueles valores, preconceitos etc que eu trazia da minha cultura, tudo embutido na minha mala cultural.

Pois bem. Uma das historinhas de que ainda me recordo bem foi em Heidelberg, numa semana em que eu tive vontade de ir à sauna, mas não estava a fim de ficar pelada entre outros pelados. Ok, pensei, vou ver aqui no jornal os dias e horários da sauna esta semana (havia dias somente ara homens, somente para mulheres, mista, familiar). Escolhi o dia da sauna familiar, pois na minha (pequena) cabeça (portadora de um cérebro ainda em processo de abertura e dilatação cultural, digamos assim), as famílias certamente não ficariam todas nuas perante outras tantas famílias peladas.

Ah, quanta ingenuidade, ou melhor, que pequenez! Por que é que não ficariam todos nus, como se fossem todos uma só família?

Enfim, lá fui eu DE MAIÔ à sauna no dia das familias. SÓ EU vestida, todos os outros obviamente nus, pelados, do jeitinho que vieram ao mundo. Homens, mulheres, adolescentes, crianças, idosos … e eu ali, me sentindo um peixe fora d’água … umas pessoas me olhando e talvez pensando: “Por que que essa moça tá vestida aqui na sauna?”.

Nada como o tempo e as experiências pra fazerem a gente crescer. Mas, enquanto você, leitor, não vai pra Alemanha ter as suas próprias experiências, dá uma lida no texto do link. É beeeem legal pra você ter uma ideia de como os alemães vêem a nudez. E, pode crer, é um jeito muito bacana que eles têm!

PS: Esse assunto da nudez vai surgir ainda em outras historinhas minhas … aguarde =D

sauna in deutschland

http://www.dw.com/pt/onde-ficar-pelado-em-p%C3%BAblico-na-alemanha/a-19172333

Kein Mut

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Gente, vocês vão ter que me perdoar, mas era impossível tomar banho todo dia na república em que eu morava usando aquelas muletas, morando no terceiro andar (sem elevador) de uma”Fachhaus” antiquíssima, com escadas de madeira do século XII (por aí), (madeira forte, com certeza! Nunca vou esquecer o ruído do rangido quando se pisava nela), degraus assimétricos … e, lembre-se de que no nosso andar não havia banheiro, só toilette! Tínhamos que subir para a república do quarto andar para termos acesso a um chuveiro movido a moedas de marcos alemães. Numa cabine minúscula. E quando as moradoras deixavam, coisa que não acontecia sempre. Complicado, estão percebendo? A situação não era fácil não!

E mais: se eu não tivesse uns 3 amigos pra ficarem comigo enquanto eu subia e descia as escadas até a república de cima, nada feito! Nem morta que eu arriscava “muletar” por aqueles degraus sozinha! Ich hatte gar keinen Mut!

Antes do acidente era bem menos complexo arrumar uma ducha. Eu pedia para os amigos e ia na casa deles me banhar. Ficar pedindo pra tomar banho na casa dos outros é bem esquisito … mas a gente se acostuma, fazer o quê.

Porém naquele momento, super limitada (praticamente presa) pelas muletas, não dava mesmo para descer aquelas escadas e ir até a casa de alguém.

Mas eis que um dia, depois de muitos e muitos dias de neblina e frio gelado, saiu o sol! Ah, quando o sol aparecia não tinha quem resistisse a ele! Todo mundo saía pra rua. E eu também saí naquele dia ensolarado e frio de fevereiro de 1988 para passear de muletas, pelo menos um pouco, pelo Marktplatz de Tübingen …  as mãos sem luvas, geladas, pra me sentir mais segura quando me apoiava nas muletas …

mit Krücken.jpg

Überlegungen

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Já faz tanto tempo que voltei da Alemanha, da temporada de seis anos que vivi lá … e ainda hoje paro para pensar em algum momento, algum evento, qualquer coisa que tenha ocorrido nessa época. Foi um períoco tão rico, que parece causar, eternamente, reflexões de todo tipo.

Desse modo, parei algum dia aí, aliás, alguma lembrança me parou dia desses no meio da correria dos pensamentos diários. Desta vez me veio a recordação daqueles muitos brasileiros que conheci em Tübingen, e posteriormente, em Heidelberg.

Voltei no tempo, naquele tempo em que começar uma amizade era meio que automático quando se era apresentado a um conterrâneo. Um alívio encontrar alguém da sua terra! Um falante nativo de português (português do Brasil)!

Muitos eram os motivos que nos levavam a fazer amigos rapidamente entre os brasileiros, não só o motivo de poder ouvir a língua materna sem sotaque: a sensação de insegurança, a solidão, a carência, a falta de amigos e da família … tudo nos levava a buscar contato com os brasileiros.

Mas o que percebi depois de alguns anos lá, e que me voltou à mente por estes dias, em virtude de comentários na família, é que muito provavelmente eu não teria conhecido nenhum desses brasileiros no Brasil. E se tivesse, não teria tido nenhum tipo de relacionamento com eles por conta de incompatibilidade mesmo.

E a partir daí a gente pode continuar as reflexões e expandi-las para tantos outros contextos: no trabalho, na faculdade, no bairro … você já parou pra pensar nisso? Nas pessoas com as quais se relaciona mas não se relacionaria se o contexto fosse outro?

überlegen