Arquivo mensal: dezembro 2013

Einen guten Rutsch!

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“Rutsch”? Do verbo “rutschen”? O que é que tem a ver “escorregar” com o dia de hoje? E ainda por cima “guten Rutsch”? No mínimo, irônico … um “escorregão bom” só pode ser brincadeira, né?

E não é que não era nenhuma piadinha? Era a expressão de desejo de “boas entradas” no próximo ano. Tão simples, não é mesmo? “Como é que eu não pensei nisso antes?” … É sempre assim … depois que a gente entende acha que podia ter deduzido rapidinho … só que não!

escorregão

guten Rutsch

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Die Party

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Pascale, a francesa da minha república, resolveu dar uma festa pra mostrar ao mundo que estava morando com uma brasileira! Eu não conseguia entender porque pra ela isso era tão inusitado … mas como comentei no post da entrevista nas repúblicas, ela achava muito exótico ter uma moradora brasileira morando com ela. Na ja, fizemos  a bendita festa.

Como eu estava trabalhando, as meninas organizaram tudo, comidas e bebidas, limpeza geral e tal. Eu ainda não me sentia tão à vontade com elas, afinal de contas era a primeira vez que eu estava morando numa república, ainda mais na Alemanha, ainda mais com uma francesa e duas alemãs! Tudo isso ainda era muita novidade pra eu digerir. Mas … encarei a boa intenção das meninas em fazer uma pequena comemoração em homenagem à nova integrante do grupo.

Obviamente eu não conhecia ninguém que elas tinham convidado. Cheguei do trabalho “naquele estado” (imaginem como: eu estava voltando de horas de trabalho na cozinha de um restaurante!), sentindo um misto de curiosidade, medo, apreensão, alegria (afinal, eu ia saber como era uma festa alemã) …

Fui subindo as escadas e me perguntando o que será que eu ia encontrar lá em cima. Quando cheguei ao meu destino, Pascale logo veio ao meu encontro e começou a me apresentar para as pessoas. Todo mundo muito bacana e tal, mas vários não queriam acreditar que eu era brasileira. Branquinha, tímida, quietinha, “como assim”? Senti que alguns tiveram um pequeno choque.

Mas o mais marcante foi quando um dos convidados entrou no meu quarto (a festa acontecia nos quartos, afinal, o espaço da república eram os  quatro quartos, já que a cozinha era um cubículo e o hall minúsculo) e disse: “Keine Bücher?”.

Pois é, eu tinha levado poucas coisas comigo pra Alemanha, afinal nem sabia se iria conseguir ficar por lá. E livros, lógico que eu não levaria, eu compraria lá! Mas ainda não tinha chegado esse momento. Eu ainda estava no início dos estudos.

O espanto do rapaz ficou marcado na minha memória. “Wieso hast du keine Bücher? Das gibt’s doch nicht!”.

party in der wg

Frohe Weihnachten!

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Entre 1986 e 1992 passei 3 Natais na Alemanha. Os outros passei aqui, junto com a minha família.

Passar o Natal lá é uma experiência muito, muito bonita. A época é totalmente diferente daqui, embora seja a mesma no nome, época de Natal. O frio, a escuridão (no início dava 16h30/17h00 e tinha a sensação de que tinha de voltar pra casa, me preparar pra dormir, pois já estava escuro!), o aconchego das casas, as feiras de Natal …

Meu primeiro Natal foi recheado de saudades da minha família. Passei a noite do dia 24 com uma família de Owingen, uma família bem pequena (pai/mãe/dois filhos pequenos). Muita tranquilidade, uma pequena ceia, uma discreta troca de presentes, alguma conversa. Bem diferente do que eu estava acostumada: família grande, muita criança, barulho, vários presentes, ceia farta.

Os outros dois Natais passei junto a uma outra família alemã, pequena também. Lembro do ambiente silencioso, quebrado só por canções natalinas que ouvimos e cantamos, e alguma conversa.

Silêncio. Reflexão. Aquelas velas que se vêem em todo lugar, em todas as mesas em qualquer ocasião, e que nessa época ganham um toque mais especial, são um convite a uma viagem interior.

Ich wünsche Euch allen FROHE WEIHNACHTEN!

kerze

Der Sprudel

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Gente, esqueci de comentar com vocês sobre a água! Foi uma das coisas mais impactantes pra mim quando cheguei na Alemanha. Ok, ok, menos, né? É que eu era uma pessoa com um gosto bastante seletivo (= fresca, fresquinha mesmo) quando fui para lá. Quando eu poderia imaginar que não havia um filtro, um simples filtro de barro na cozinha deles? Não! A água era comprada, e … era com gás! Um Gottes Willen! Eu não queria acreditar! Foi literalmente difícil de engolir … mas tive que me acostumar pra não morrer de desidratação.

sprudel 2

sprudel

Mas … não é que acabei gostando tanto, que, aqui no Brasil, às vezes prefiro tomar “Mineralwasser”? Ah, e tem mais: eles também têm o costume de misturar algum suco com “Sprudel”: suco de maçã, de laranja … ai ai ai como isso é bom, vocês não imaginam! E a gente também encontra pra comprar o suco de maçã (morro de amores por ele, assim como pelos pães alemães!) já misturado com a água mineral! “Apfelschorle” é o nome dessa maravilha em alemão. Obviamente o suco de maçã puro também é sen-sa-cio-nal! Uma das melhores bebidas que já experimentei! Será que tem na “Das Brot”? Hum, vou verificar …

Essas imagens de “Apfelschorle” e de “Apfelsaft”  estão me fazendo babar …

apfelsaft

apfelschorle 1

Der neue Job

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Foi no contato com os brasileiros que fiquei sabendo de uma vaga para trabalhar num restaurante grego. Havia uma brasileira que trabalhava lá já, e que me deu informações sobre o trabalho.

O trabalho era na cozinha do restaurante. Eles pagavam 10,– DM (marcos alemães) por hora, mais que o italiano, que pagava 6,– DM. Os horários eram: de segunda a sexta das 16h00 às 20h00, sábados e domingos das 20h00 até acabar a faxina na cozinha (podia ser 24h00, 24h30 …). O horário de funcionamento da cozinha era até às 22h30, e a partir daí começava a faxina. O outro turno era feito pela outra brasileira, que se tornou minha amiga (embora só parcialmente, se é que dá pra entender). Ela tinha feito uma propaganda bastante positiva do trabalho e dos donos.

O trabalho era pesado, claro, como todo trabalho ena cozinha de um restaurante. Mesmo assim, menos pesado que o do restaurante anterior. Os donos, imigrantes gregos, bastante secos no trato, nada fáceis de conviver. A dona, que trabalhava o tempo todo na cozinha com a gente, era uma mulher extremamente exigente, muito rígida, embora às vezes tentasse ser um pouco simpática. Mas chegava, em alguns momentos, ao ponto de humilhar-nos … enfim, mais aprendizado …

Bom, o salário era melhor, o horário adequado para eu poder frequentar o curso de alemão, que acontecia na parte da manhã. Portanto, não tive muito que pensar. Fui até lá e comecei no dia seguinte.

restaurante grego

glutenfreie Weihnachtsplätzchen

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E, a pedido de uma amiga, transcrevo, em português, uma receita de biscoitos natalinos alemães sem glúten:

Ingredientes

220g de farinha sem glúten
75g de fécula de batata
1 colher de chá de fermento em pó
150g de manteiga
100g açúcar de confeiteiro
½ colher de chá de casca de limão ralado
1 pacotinho de essência de baunilha
2 ovos
100g de chocolate de cobertura
Misturar a manteiga com o açúcar. Acrescentar os ovos, as raspas de limão e a baunilha. Separadamente, misturar os ingredientes “secos”: o fermento, a farinha e a fécula de batata. Aos poucos juntar os ingredientes “secos” à mistura anterior.
Cobrir a massa e deixar descansar de uma a duas horas na geladeira. Agora, muita calma nessa hora! Colocar a massa no aplicador de confeiteiro, aguardar uns 30 minutos para que ela amoleça um pouco e, em seguida,  aplicar a massa no formato desejado numa forma forrada com papel manteiga.
No forno pré-aquecido a 200 graus, deixe assar por 8-10 minutos. Quando os biscoitos estiverem frios, pode-se cobri-los com o chocolate ou o chocolate branco quente.
Guten Appetit!

 foto da receita sem glúten

Der dritte Advent

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Terceiro domingo de Advento! Weihnacht steht vor der Tür!

dritter advent

Uma ideia de decoração de Natal para a ceia …

weihnachtstisch

Um link com outras ideias muito bonitas de “Weihnachtstisch”!

http://wohnideen.minimalisti.com/dekoration/weihnachtsdeko/weihnachten-deko-ideen-weihnachtstisch.html