Arquivo mensal: novembro 2013

Der Weihnachtsmarkt

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Já em novembro começam a acontecer as feiras de Natal na Alemanha. Em algumas cidades duram mais dias, em outras, menos.

Conheci algumas e adorei todas! Cada uma com suas especialidades, e todas com Glühwein! Ah, que delícia!

Confesso que o frio e a escuridão, assim como o aconchego das casas especialmente nessa época, combinam mais com a época do Natal, na minha opinião. Amei todos os Natais que passei lá!

Deem uma olhada nas feiras de Natal de duas cidades: Tübingen (lógico) e Heidelberg (lógico, também morei lá, né?).

http://www.weihnachtsmaerkte-in-deutschland.de/weihnachtsmarkt-in-tuebingen.html

weihnachtsmarkt tüb 3

http://www.weihnachtsmarkt-deutschland.de/weihnachtsmarkt-heidelberg.html

weihnachtsmarkt heidelberg 1

Die Brasilianer

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Com moradia e trabalho arranjados, era hora de ir à universidade me informar sobre a prova de Alemão para estrangeiros para o ingresso na faculdade. Aliás, somente quem já tinha diploma universitário (ou cursado pelo menos 2 anos de faculdade) tinha direito a só fazer a prova de língua. Outros estrangeiros tinham que primeiramente fazer o “Studienkolleg”, um curso preparatório de dois anos com algumas disciplinas gerais. Ufa! Escapei dessa … eu já tinha concluído o curso de Letras na UNICAMP quando fui para lá.

Foi me informando sobre o curso que comecei a conhecer brasileiros que viviam lá. Alguns já matriculados na faculdade, outros na mesma situação que eu. Todos na mesma faixa etária, 20, 20 e poucos anos. Que delícia ouvir português, poder falar a minha língua! Vocês não têm noção da sensação de alívio que eu tive depois de 3 meses só ouvindo e falando alemão!

Num primeiro momento, ter conhecido brasileiros foi tudo de bom pra mim. Realmente me renovou as forças pra continuar na luta. Mas com o tempo a gente vai percebendo que, em alguns casos, somente a nacionalidade em comum nos aproxima de certas pessoas. Algumas não tinham nada a ver comigo exceto o fato de serem brasileiros. Bom, mas isso em geral não impediu que tivéssemos um contato frequente, que nos ajudássemos mutuamente na busca de emprego, por exemplo, ou mesmo na luta diária pela sobrevivência física e psicológica num país estranho.

Com o passar do tempo fui conhecendo “outros tipos” de brasileiros: aqueles que iam para somente trabalhar  por um tempo, alguns de passagem numa volta ao mundo, algumas mulheres que se mudaram para lá porque se casaram com alemães …

Obviamente, como em qualquer grupo de seres humanos, de qualquer nacionalidade que sejam, existem aqueles que te puxam o tapete, querem passar por cima, se aproveitam de algumas situações e tal. Alguns desses cruzaram o meu caminho. Isso faz parte mesmo. Aprendi bastante com eles, por isso posso dizer que até nesse caso valeu a pena tê-los conhecido.

Além dos brasileiros, havia também o grupo dos latinos: colombianos, peruanos, bolivianos … com eles formávamos um outro grupo, organizávamos festas etc. A latinidade nos aproximava e foi com eles, por exemplo, que aprendi (um pouquinho) a dançar salsa! Quem disse que eu iria aprender só alemão lá?

salsa

Die Umfrage

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A falta de chuveiro na minha primeira república está causando tanta curiosidade, que resolvi fazer uma enquete sobre o assunto:

Das italienische Restaurant

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O restaurante italiano, meu primeiro emprego em Tübingen, ficava colado na república onde eu morava. Super prático! Trabalhava em torno de 10/11 horas por dia, sem folga, das 10h00 às 14h00, e das 17h00 às 24h00, aproximadamente. Voltava pra casa morta.

Tinha direito a almoçar e jantar lá sem pagar. Meu medo de passar fome era tão grande, que eu almoçava e jantava massa, sempre acompanhada de um pedaço de pão! Uma enxurrada de carboidratos! Não me importava. O que eu queria é ter bastante reserva pra aguentar um período difícil que pudesse eventualmente vir, sem morrer de fome. Neuras …

Trabalhei na cozinha do restaurante. Ser garçonete ainda estava bem longe das minhas possibilidades linguísticas. Cozinhar, nem pensar! Lavava louça (pouca, pois o lava-louça dava conta do recado) e muitas, muitas, mas muitas panelas mesmo. Panelas enormes, pesadas, encardidas. Frigideiras também. Ficava com o corpo doído de carregá-las, as unhas viviam pretas. Nada fácil.

O dono do restaurante era italiano, os garçons também. Na cozinha ficavam cinco homens trabalhando e eu. Dos cinco, quatro eram imigrantes italianos e um paquistanês. “Ah, quatro italianos!”, alguém pode estar pensando e suspirando … quatro italianos sim, imigrantes, homens muito simples, brutos, muito machistas. Nada de morenos altos, perfumados, charmosos, galantes, educados e gentis!

Era difícil entender o que eles diziam, pois o sotaque era forte, além do que, eu não estava acostumada com o palavreado desse ambiente de trabalho. Parecia uma outra língua! Era preciso muita mímica pra gente se entender.

Foram duas semanas trabalhando nesse restaurante. Nesse meio tempo conheci alguns brasileiros que me ajudaram a encontrar algo melhor, pois percebi, conversando com eles, que ganhava muito mal e que eu tinha direito a um dia de folga, que eles não me davam. O segundo emprego era bem melhor, porém, como nada é perfeito … vou contar, pode deixar.

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