der neue Job

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Amigos brasileiros já trabalhavam num restaurante um pouco fora de Tübingen, onde relatavam ser muito bom. Ficaram de conversar com o gerente sobre mim, afinal, eu estava desempregada e precisava urgente de dinheiro, pois as economias tinham acabado durante o meu período pós-operatório-engessada.

O ambiente nesse restaurante era muito, muito melhor que no grego. Eu obviamente me sentia bem mais à vontade, já que estava no meio de estudantes e o chef, embora não fosse estudante, era um cara muito legal, alemão, jovem, descolado, adorava a gente (a maioria dos estudantes que trabalhavam lá eram brasileiros).

Outros alemães também trabalhavam lá. Acabei sendo “contratada” para trabalhar 3 dias por semana, que dava 20 horas semanais, o permitido para uma estudante.

Apesar de já ter tido um job parecido no restaurante italiano e no grego, tinha que aprender coisas novas da cozinha deles. Sem problema. Aprender é comigo mesmo, ainda mais em caso de necessidade, né? =)

Nas primeiras semanas trabalhei de bota para manter uma certa estabilidade do tornozelo. Tentava não escorregar no vai e vem da correria, mas às vezes dava uma derrapada no chão molhado … ai …

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das Glatteis

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Saindo do pronto socorro, me dirigi ao carro do meu amigo e fomos para a minha república. Andei de braços dados com ele, porque a insegurança era grande! Ainda  mais no inverno, aquele chão escorregadio …

Voltei a trabalhar porque não tinha mais como viver de dinheiro emprestado. Lá, se eu não trabalhava, também não ganhava! Mas não voltei mais naquele restaurante grego, já que eu tinha pedido demissão (para lembrar, procure os posts “Der neue Job” e “Die Treppe – eine komplizierte Beziehung”). Comecei a trabalhar num restaurante alemão que empregava estudantes. Três dias por semana, e algum dia no fim de semana também. Trabalhava de bota porque tinha pavor de torcer o pé, que ainda estava muito sensível, além da perna estar fraquinha.

Apesar de todos os cuidados ao andar, lembro direitinho de um dia em que torci o pé andando pela rua … parei, chorei um monte apoiada numa parede qualquer e … continuei andando, fazer o quê …

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der Simultandolmetscher

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Para ser tradutor/intérprete basta conhecer as duas línguas em questão? Não!

Achei bárbara essa entrevista Norbert Heikamp sobre o seu trabalho como intérprete simultâneo. Ele elenca uma série de habilidades que um intérprete deve possuir para ser um bom profissional e cita como exemplos os trabalhos feitos junto a Obama e Trump.

Quando estudei em Heidelberg, fiz apenas um semestre na disciplina de tradução simultânea a título de curiosidade, já que eu queria mesmo era estudar a tradução escrita. Foi um semestre riquíssimo, onde um mundo novo se abriu para mim, pois eu nunca tinha imaginado quanta coisa está por trás do trabalho de um intérprete!

Nessa entrevista vocês podem conhecer um pouco do trabalho maravilhoso feito por esse profissional.

Dolmetscher Norbert Heikamp

http://www.spiegel.de/lebenundlernen/job/uebersetzer-norbert-heikamp-donald-trump-ist-unberechenbar-a-1130713.html