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die Schönheitsmodelle

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O texto do link abaixo é “antigo”, de 2015. Mas considero atemporal, pois toca num assunto que permeou, no Brasil, décadas que passaram e, na minha opinião, décadas que estão por vir estarão marcadas ainda pelo padrões de beleza feminino.

Esse artigo exemplifica algumas situações parecidas com as que eu vivi, embora a autora fale de Berlim, e eu no meu período de Alemanha não tenha morado lá. Mas ela fala de muitas coisas que são desimportantes para os alemães fisicamente, as rugas, os cabelos brancos, os pneuzinhos, enfim, tudo que é importante nas pessoas não tem a ver com a aparência física delas, mas sim com o que elas trazem dentro de si. Libertador!

E isso, além daquele estranhamento que comentei no post anterior (der Mast), eu percebia quando conhecia uma pessoa. Qualquer um/uma queria saber tanta coisa de mim e de como eu pensava! Foi na Alemanha que aprendi a “ter opinião” sobre qualquer coisa, expressá-la, defendê-la e argumentar. Que difícil fazer tudo isso em alemão! Mas aprendi e cresci muito nesses pequenos “fóruns” de discussões entre amigos e conhecidos. Aliás, vale ressaltar que nas discussões, em nenhum momento os argumentos contrários são levados para o lado pessoal. Nunca mesmo. Pode acontecer o maior bate-boca e todo mundo estar de boa ao mesmo tempo, tomando uma cerveja e tal. Mais uma coisa libertadora, não acham?

http://revistatpm.uol.com.br/blogs/berlimmandaavisar/2015/04/22/viver-na-alemanha-viver-sem-se-achar-feia.html

der Mast

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Numa das muitas conversas que tivemos, Christoph (o amigo que citei no post anterior) e eu, citei meu estranhamento com relação ao comportamento dos homens nas ruas de Tübingen. Explico: desde criança eu ia e vinha pelas ruas da minha cidade, de manhã, à tarde, à noite. Andava muito mesmo, e muitas vezes tinha que passar por ruas vazias (ou quase), escuras, com pouco trânsito. Independente do período do dia era muito comum os homens passarem por mim olhando fixamente para algumas partes do corpo e falando qualquer besteira. Isso acontecia com meninas, adolescentes e mulheres. Era uma “prática” masculina, um comportamento masculino muito comum naquela época.

Então chego em Tübingen, ando pra lá e pra cá, de dia e de noite, e nada de um homem olhar pra mim ou dirigir algumas palavras de baixo calão. Me pergunto o que estaria acontecendo, o porquê de nenhum deles olhar pra mim. Não me sentia uma mulher, mas sim … um poste!

Aquele comportamento masculino tão desrespeitoso estava tão impregnado em mim que a falta dele me causou um estranhamento muito grande, a princípio, o que pode parecer, e a mim também parece, muito absurdo hoje em dia. Christoph não entendia o que eu lhe contava, era um mundo muito diferente e inimaginável para ele.

Mas esse meu estranhamento se transformou rapidamente numa libertação incomensurável, vivida a plenos pulmões enquanto vivi na Alemanha.  Que sensação maravilhosa era aquela de poder ir e vir sem medo, sem tensões, sem estar atenta o tempo todo, sem desconfiar de todo homem que se aproximava!

Uma outra questão cultural também me possibilitou uma libertação maravilhosa: essa eu conto no próximo post.

Sade – die Rückkehr

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Ontem à noite estava no facebook e me deparei com um post da Sade. Abri, ouvi Smooth operator mais de uma vez e viajei pra muito, muito longe …

Há uns 33 anos conheci a música da Sade, e isso se deu no início da minha jornada germânica em Tübingen. Foi através do Christoph, um grande amigo que fiz por lá, que ouvi essa cantora maravilhosa pela primeira vez.

Bom, mas o que o título deste post tem a ver? Acontece que essa viagem me trouxe novamente o impulso de voltar a escrever no blog, coisa que não estava fazendo há uns anos por conta de algumas questões particulares.

Estou feliz pelo despertar dessa vontade.

Bis bald 🙂