Arquivo da tag: Winter 2015/2016

Die Hausschuhe

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Já comentei no blog sobre o Garderobe, espécie de porta-casaco/bolsa/gorro/cachecol que existe logo na entrada das casas (leia o post Die Garderobe).

Pessoalmente, acho um costume muito bacana. Super prático! Porque você chega num lugar quente com bota e N acessórios de frio e pode ser desfazer de todos eles depositando-os nesse lugar.

Na foto de uma casa vocês vêem, do lado esquerdo da entrada, os sapatos deixados na entrada (eu ganhei um sapatinho de lã 🙂 pra substituir o tênis/a bota), e do lado direito, o Garderobe com casacos, gorros, bolsas etc.

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Die Burg Hohenzollern – im Keller

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Já visitei o Hohenzollern inúmeras vezes. Ouso até dizer que somos velhos conhecidos. É daqueles amigos que a gente vê a cada x anos, mas quando encontra, parece que foi ontem mesmo que se viu.

Desta vez quis fotografar o porão, um lugar que, na minha imaginação, é sempre cheio de mistérios, portanto um lugar onde acontecem/aconteciam as histórias mais interessantes.

Nas fotos abaixo, um corredor bem estreito e ao fundo uma apertada prisão. Imaginar uma pessoa presa num cubículo como esse, no inverno germânico …

Na segunda foto, vê-se uma sala pequena atrás das grades. As figuras são pintadas na parede para imitar a presença de cavaleiros e vassalos que ali se reuniam para comer, beber e conversar. Interessante que uma gravação fica rodando o tempo todo com imitações dos ruídos das reuniões, copos brindando, homens cantando, gargalhando, objetos se chocando etc, fazendo com que pareça que eles estejam lá mesmo!

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Die Reise im Winter

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Voltei. Será que voltei mesmo? A sensação é de estar um pouco lá, um pouco cá, ainda.

As boas lembranças deixam a gente leve, não? É como se eu estivesse levitando …

Fui no inverno. Se eu gosto de frio? Não, nem um pouco, nada mesmo. Aliás, até sofro demais com ele. Quem me conhece de perto sabe que é só começar a refrescar  o tempo que já me empacoto toda.

Mesmo assim, fiz questão de viajar para a Alemanha no inverno. Alguns motivos muito mais importantes do que rever a neve (ou tentar) me fizeram tomar essa decisão.

Quem já passou o inverno na Alemanha (eu passei 6 quando morei lá) conhece bem os pontos positivos e os negativos dessa estação do ano. As características que as pessoas mais comumente citam são as poucas horas de claridade no dia, poucos dias de sol, neblina, frio frio frio (de verdade) …

Ao mesmo tempo em que essas circunstâncias levam a sentimentos como tristeza, melancolia, solidão, rigidez, introversão, há um outro lado, maravilhoso na minha opinião: esse mesmo frio leva as pessoas a buscar aconchego, calor (também humano), cafés, chás, comidas mais consistentes …

Na verdade, era isso o que queria: sentir de novo esse contraste entre o frio gelado e os lugares quentinhos, a solidão das mesas e cadeiras nas calçadas e os restaurantes e cafés cheios de gente, o silêncio das ruas e o barulho (embora sempre discreto) das lojas e livrarias, a escuridão às 16h00 e a penumbra naqueles bares com a vela acesa na mesa …

Tudo isso, e mais, encontrei nesse pedacinho de inverno que passei lá. Como sempre (já tinha voltado ao país desde que saí de lá há 20 anos, mas sempre no verão) inúmeras recordações brincaram na minha cabeça em cada canto que visitei e re-visitei. E, o melhor de tudo, todas acompanhadas de uma sensação maravilhosa de ter valido muito a pena tudo que vivi e aprendi naqueles 6 anos, os amigos que fiz, as dificuldades que tive, os desafios que enfrentei …

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