Die Brasilianer

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Com moradia e trabalho arranjados, era hora de ir à universidade me informar sobre a prova de Alemão para estrangeiros para o ingresso na faculdade. Aliás, somente quem já tinha diploma universitário (ou cursado pelo menos 2 anos de faculdade) tinha direito a só fazer a prova de língua. Outros estrangeiros tinham que primeiramente fazer o “Studienkolleg”, um curso preparatório de dois anos com algumas disciplinas gerais. Ufa! Escapei dessa … eu já tinha concluído o curso de Letras na UNICAMP quando fui para lá.

Foi me informando sobre o curso que comecei a conhecer brasileiros que viviam lá. Alguns já matriculados na faculdade, outros na mesma situação que eu. Todos na mesma faixa etária, 20, 20 e poucos anos. Que delícia ouvir português, poder falar a minha língua! Vocês não têm noção da sensação de alívio que eu tive depois de 3 meses só ouvindo e falando alemão!

Num primeiro momento, ter conhecido brasileiros foi tudo de bom pra mim. Realmente me renovou as forças pra continuar na luta. Mas com o tempo a gente vai percebendo que, em alguns casos, somente a nacionalidade em comum nos aproxima de certas pessoas. Algumas não tinham nada a ver comigo exceto o fato de serem brasileiros. Bom, mas isso em geral não impediu que tivéssemos um contato frequente, que nos ajudássemos mutuamente na busca de emprego, por exemplo, ou mesmo na luta diária pela sobrevivência física e psicológica num país estranho.

Com o passar do tempo fui conhecendo “outros tipos” de brasileiros: aqueles que iam para somente trabalhar  por um tempo, alguns de passagem numa volta ao mundo, algumas mulheres que se mudaram para lá porque se casaram com alemães …

Obviamente, como em qualquer grupo de seres humanos, de qualquer nacionalidade que sejam, existem aqueles que te puxam o tapete, querem passar por cima, se aproveitam de algumas situações e tal. Alguns desses cruzaram o meu caminho. Isso faz parte mesmo. Aprendi bastante com eles, por isso posso dizer que até nesse caso valeu a pena tê-los conhecido.

Além dos brasileiros, havia também o grupo dos latinos: colombianos, peruanos, bolivianos … com eles formávamos um outro grupo, organizávamos festas etc. A latinidade nos aproximava e foi com eles, por exemplo, que aprendi (um pouquinho) a dançar salsa! Quem disse que eu iria aprender só alemão lá?

salsa

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Sobre frausantana

Professora de alemão há 20 anos, apaixonada pela língua alemã, pelo país, pelo povo ... pelos pães, pelos bolos ... Formada em Letras pela UNICAMP, licenciada em Alemão pela UFPR, estudou língua e literatura alemãs na Universidade de Tübingen e Tradução na Universidade de Heidelberg. GDS pelo Instituto Goethe.

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