Arquivo da tag: kulturspezifisch

Die Gestik – eine andere Sprache

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Sim! Além dos gestos que citei no post abaixo, há outros com interpretações variadas mundo afora. Veja os links!

gestik

https://frausantana.wordpress.com/?s=die+gestik

http://www.dw.com/pt-br/cuidado-com-os-gestos/g-36147323

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Kulturelle Unterschiede

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Excelente material sobre diferenças culturais e suas consequências no dia-a-dia!

flaggen

http://alemanha-para-brasileiros.de/16-coisas-que-voce-nao-deveria-fazer-na-alemanha/

Der Dolmetscher

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Lendo esta notícia, que tanto foi comentada semana passada, lembrei-me do curso de Tradução que fiz em Heidelberg. Entre várias disciplinas fiz uma que fazia parte do curso de Intérprete, mas que optei por frequentar para conhecer um pouco dessa “arte”.

Lembro-me de algumas observações que o professor fazia com relação ao ato da tradução simultânea. A principal delas era a de que o intérprete tem que conhecer a fundo ambas as culturas com que está lidando. Dentro desse processo, era indispensável entender os gestos, a postura física, a expressão facial, a interpretação correta dos sinais que os interlocutores de ambas as culturas carregavam consigo (“kulturspezifisch” – ouvi essa palavra o curso de Tradução inteiro!). Em especial tratando-se de tradução simultânea entre uma língua ocidental e uma oriental: dois mundos diferentes em contato, tentando se entender.

Aqui está o trecho que me fez lembrar das aulas:

“Dambisa sublinha bem a diferença entre o estilo chinês e o estilo ocidental de colocar dinheiro em nações em desenvolvimento.

Os ocidentais se intrometem e impõem condições muitas vezes terríveis. (Os brasileiros têm memória das exigências do FMI, por exemplo.)

A China, não. Tudo que ela deseja está estampado nos negócios que fecha. A política fica inteiramente de fora: cada sócio que cuide de suas coisas.”

E aqui está a notícia de onde tirei o trecho:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-fechar-parcerias-com-a-china-e-muito-melhor-do-que-com-o-ocidente-por-paulo-nogueira/

China

Kulturelle Gewohnheiten – 10

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As refeições … die Mahlzeiten …

 Kultur

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2010/05/estrangeiros-listam-dez-exemplos-que-o-brasil-poderia-exportar-2898352.html?utm_source=Redes+Sociais

10 – Na verdade, nunca estranhei as refeições na Alemanha. Café da manhã “normal”, almoço “normal”, jantar-lanche “normal” … neste último caso, normal pra mim, já que na minha casa nunca jantávamos comida quente. Por isso nunca estranhei as refeições noturnas lá: Brötchen, Wurst, Käse, Butter, Salat, Tomate, Gurke – opa! Gurke foi novidade! Pepino em conserva eu nunca tinha comido antes!

Kulturelle Gewohnheiten – 8

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E os cuidados com a saúde?

Kultur

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8 – Na verdade, o que é dito pelos estrangeiros no link acima soa bem lógico pra mim, já que o nosso clima é excelente para a prática de qualquer atividade ao ar livre. Isso faz muita diferença! No início da minha vida na Alemanha me fez falta praticar esportes. Eu não sabia nem por onde começar, já que as atividades às quais eu estava acostumada eu não via ou ouvia falar de ninguém praticar em Owingen, o vilarejo onde fiquei nos primeiros meses.

Só depois que me mudei para Tübingen, aí sim, passei a fazer caminhadas (as que são feitas nas florestas são demais, principalmente no inverno!), andar de bicicleta (embora eu não seja muito hábil nesse meio de transporte), e cheguei até a fazer um curso de sapateado! Natação nunca foi muito a minha praia (olha o trocadilho!), mas esse sim era um esporte que via todos, de crianças a pessoas bem idosas, praticando, inclusive e muito frequentemente no inverno, nas piscinas cobertas, quentinhas e aconchegantes onde cheguei a ir algumas vezes.

Porém, preciso dizer que em nenhum momento ouvi um alemão/uma alemã preocupado/a com o culto ao corpo ou com padrões de beleza. Sempre em função da saúde é que eles procuravam (e acredito que continuem procurando) se exercitar. Essa forma de pensamento deles de certa forma me tirou um peso quando morei lá, já que semprei considerei essa preocupação com a beleza que paira nos ares brasileiros uma coisa bem doentia …

Kulturelle Gewohnheiten – 7

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Eita assunto delicado esse, viu?

Kultur

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7 – Pois é, né? Logo que cheguei na Alemanha, morei sozinha em Owingen. Ok, sozinha não se conhecem os costumes do país no que se refere a higiene pessoal. Logo me mudei pra Tübingen, pra uma república, lembram? E pra uma república sem banheiro, só com toilette. Como eu contei no post “Ein neuer Anfang”, tomava banho na república de cima, ou seja, eu não percebia se as meninas tomavam banho todo dia ou não. Mas … eu observava tudo e ouvia comentários, principalmente dos brasileiros, sobre a higiene dos alemães. Tudo que fiquei sabendo teoricamente fui vivenciando aos poucos. É, realmente os alemães que eu conheci não tomavam banho como nós, brasileiros. Escovar os dentes tantas vezes por dia também não vi, como dizem os estrangeiros do link acima. Porém, sempre respeitei os hábitos deles, afinal de contas, outra cultura, outros pontos de vista, outros contextos! Um rapaz me disse um dia que não usava desodorante porque o spray prejudicava a camada de ozônio (isso foi em 1988). Certíssimo! Eu, apesar de achar sensato o ponto de vista dele, nunca deixei de usar …

Kulturelle Gewohnheiten – 6

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E os estrangeiros?

Kultur

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6 – Sim, os estrangeiros são bem tratados no Brasil. E lá na Alemanha? Bom, diria que a resposta depende muito: da época, da nacionalidade do estrangeiro, da região da Alemanha, da faixa etária … enfim, é uma questão bem complexa.

Mas se eu tivesse que dar uma resposta rápida, baseada só na minha experiência, diria que vivi diversas reações dos alemães quanto à minha estada naquele país. Alguns alemães achavam muito, muito interessante que eu estivesse lá, não só pela minha história mesmo, mas também porque eles, assim, poderiam aprender e conhecer através de mim uma outra cultura; outros me olhavam com desconfiança, achando que eu iria “roubar” uma oportunidade de trabalho deles (embora eu só tenha trabalhado como estudante); outros ainda me julgavam pelos estereótipos que possuíam, pensando que eu teria ido para “arrumar marido”.

Com relação a pedir informações na rua, como é mais comentado no link acima, posso dizer que os alemães são, neste quesito, como em outras áreas, extremamente sinceros: se sabiam, explicavam direitinho, se não sabiam, diziam isso diretamente. Fato que me surpreendeu no início, mas que foi daquelas estranhezas que com o passar do tempo se tornaram experiências agradáveis, como já comentei em outros posts. Fui me dando conta de que esse tipo de postura fazia muito mais sentido do que ouvir qualquer explicação que as pessoas aqui costumam dar só pra não dizer que não sabem …

Kulturelle Gewohnheiten – 5

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Compartilhar bebidas?

Kultur

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5 – O quinto item citado pelos estrangeiros diz respeito a compartilhar bebidas durante uma festa. Sinceramente, nunca vi isso acontecer na Alemanha. Exceto, claro, que nós, brasileiros, tomássemos a iniciativa de passar uma caipirinha, por exemplo. Aí os alemães da festa entravam na onda …

Kulturelle Gewohnheiten – 2

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Continuando os comentários sobre as diferenças culturais consideradas positivas pelos estrangeiros que estão visitando o Brasil …

Kultur

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2 – Ah, o abraço … uma das coisas que eu mais estranhava no início da minha vida na Alemanha era a falta de contato físico. As pessoas não se abraçam, se beijam e tal como aqui. Um aperto de mão é comum, e para se fazer perceber o grau de intensidade/amizade/carinho pelo outro é possível dar um aperto de mão “diferenciado”, mais longo, mais caloroso, com as duas mãos, enfim, há variações. Abraço mesmo só com quem se tem muita intimidade …

Porém, muitos estudantes alemães que conviviam conosco, estudantes brasileiros, aprendiam rapidamente a nossa linguagem corporal e davam sim beijinhos, abraços, tapinhas nas costas e tal. Meio sem jeito a princípio, mas mais à vontade com o tempo. Claro que sempre existem aqueles que são mais reservados, por isso alguns continuavam nos seus costumes ou outros, tímidos, somente em parte se sentiam à vontade para tocar mais o outro. Todos nos respeitávamos, cada qual com seus costumes. Um aprendizado muito enriquecedor!

Mais comentários sobre o abraço no post “Schmerzen”.

Kulturelle Gewohnheiten – 1

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Achei muito interessante este artigo publicado na ZH Notícias (que visualizei no facebook) a respeito de hábitos brasileiros, vistos positivamente por alguns estrangeiros. Me lembrou tantas situações vividas por mim na Alemanha! Algumas dessas situações já comentei em outros posts, outras ainda não.  Depois de ler o texto você vai entender melhor os meus comentários … vou fazê-los em capítulos.

 Kultur

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2010/05/estrangeiros-listam-dez-exemplos-que-o-brasil-poderia-exportar-2898352.html?utm_source=Redes+Sociais

1 – Festas: ah, as festas! Preciso diferenciar, em primeiro lugar, entre festas estudantis e festas “de gente grande”. Entre os estudantes, as festas começavam a uma determinada hora, mas podia-se chegar a qualquer hora. Porém, é verdade, tinham que terminar no máximo às 24h00 (mas isso dependia um pouco do lugar onde ela estava acontecendo), senão a polícia aparecia pra fazer com que ela terminasse (os vizinhos reclamavam do barulho – não pra nós, os festeiros, mas diretamente pra polícia …).

No caso das festas “de gente grande”, era (e continua sendo assim) preciso chegar pontualmente no horário combinado. Na minha experiência, o horário do término também era combinado.

Para ver mais comentários sobre festas, procure o post “Die Party”.