Der Dolmetscher

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Lendo esta notícia, que tanto foi comentada semana passada, lembrei-me do curso de Tradução que fiz em Heidelberg. Entre várias disciplinas fiz uma que fazia parte do curso de Intérprete, mas que optei por frequentar para conhecer um pouco dessa “arte”.

Lembro-me de algumas observações que o professor fazia com relação ao ato da tradução simultânea. A principal delas era a de que o intérprete tem que conhecer a fundo ambas as culturas com que está lidando. Dentro desse processo, era indispensável entender os gestos, a postura física, a expressão facial, a interpretação correta dos sinais que os interlocutores de ambas as culturas carregavam consigo (“kulturspezifisch” – ouvi essa palavra o curso de Tradução inteiro!). Em especial tratando-se de tradução simultânea entre uma língua ocidental e uma oriental: dois mundos diferentes em contato, tentando se entender.

Aqui está o trecho que me fez lembrar das aulas:

“Dambisa sublinha bem a diferença entre o estilo chinês e o estilo ocidental de colocar dinheiro em nações em desenvolvimento.

Os ocidentais se intrometem e impõem condições muitas vezes terríveis. (Os brasileiros têm memória das exigências do FMI, por exemplo.)

A China, não. Tudo que ela deseja está estampado nos negócios que fecha. A política fica inteiramente de fora: cada sócio que cuide de suas coisas.”

E aqui está a notícia de onde tirei o trecho:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-fechar-parcerias-com-a-china-e-muito-melhor-do-que-com-o-ocidente-por-paulo-nogueira/

China

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