Die Treppen – eine komplizierte Beziehung

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Ah, as escadas … entrei numa fase em que caía (ou quase) facilmente de qualquer escada. Que coisa! Ficava intrigada com os pequenos acidentes. Seria falta de exercício? Cansaço? Nunca obtive resposta para as minhas inúmeras quedas …

Numa delas, numa mísera escadinha de 3 degraus, aconteceu o pior: torci fortemente o pé esquerdo. A dor foi imensa, e, além dela, a aparência do pé foi se tornando assustadora com o passar das horas (como aparece na foto abaixo mesmo). Estava na casa de uma amiga, sozinha (ela estava viajando e eu passava por lá pra cuidar um pouco das coisas). Naquele tempo eu trabalhava ainda no restaurante grego, e para suportar a dor usava as botas de inverno durante o trabalho na cozinha.

Depois de dois dias meu pé inchou tanto que não era mais possível calçar a bota, e sem ela já não conseguia andar. Conversei com o casal grego, proprietário do restaurante, mas eles foram extremamente duros comigo e não aceitaram que eu me afastasse uns dias. Pedi demissão, pois era impossível trabalhar naquele estado. Para receber o pagamento da semana, até tive que pedir a um amigo meu alemão que me acompanhasse no dia seguinte, pois nem isso eles queriam acertar comigo.

Foi até bom eu ter me demitido, pois procurei um médico (meu médico homeopata), e, de tão grave que ele achou a situação, acabei sendo levada por ele mesmo na hora direto ao hospital, pois tratava-se de rompimento de tendão! Anote aí: Bänderriss! Ah, como usei essa palavra a partir desse momento!

Fui atendida no Pronto Socorro, minha perna foi engessada e eu deveria voltar no dia seguinte para ser operada!!! Mein Gott … eu estava totalmente perplexa … como assim? Operar? Fiquei desolada, triste, insegura, perdida mesmo … como encarar um hospital, uma cirurgia sem conseguir ainda me comunicar fluentemente? Muito menos numa situação tão complicada?

Interessante foi, mesmo numa situação tão difícil como essa, quando um dos atendentes do Pronto Socorro me perguntou se o médico que havia me levado até lá era meu “Freund”, provavelmente por não ser nada comum um médico levar sua paciente no seu carro para um hospital. Era uma questão, porém, de humanidade naquele momento, e agradeço muito ao médico que teve essa atitude. Eu precisava muito de ajuda!

Mas foi aí que comecei a entender um outro significado dado a essa palavra … no próximo post …

 bänderriss

 

 

 

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